O cocô e a Higiene Natural: sinais e comportamentos.

October 27, 2017

Como saber que o bebê precisa fazer cocô para realizar a Higiene Natural?

Muitos pais consideram a famosa "cara de cocô" como um sinal, mas ele já é tardio. 

Entenda melhor:

 

 

Como eu ia dizendo, um sinal clássico da necessidade de fazer cocô é a famosa "cara de cocô", porém, ele já significa que o "miseravi" está na portinha prestes a sair e, se você agir nessa hora, muito provavelmente irá travar o seu bebê, assim como lhe travariam, caso você estivesse prestes a evacuar e alguém te pegasse no colo, te mexesse, virasse, tirasse a roupa e mudasse a posição.

Higiene Natural é sempre empatia, lembram? 

Olhar intenso, face rosada, biquinho e queixo duplo são o cocozin saindo! 

Muitos pais e cuidadores riem e dizem: "-Ala, vai fazer cocô, hahaha se espremendo"

Mas, os cuidadores que praticam HN, agilizam para, pelo menos soltar a fraldinha, permitindo que o bebê evacue com liberdade e respeito. 

Porém, é importante se antecipar ao cocozin justamente para não travar o bebê e, no tempo certo posicioná-lo para facilitar o ângulo anorretal que é formado quando estamos a 45º entre abdômen e joelhos.

Então, como saber quando o bebê quer fazer e auxiliar sem travá-lo?

 

Quem compra o livro do bebê sem fralda sabe que lá estão muitos sinais perceptíveis e imperceptíveis de cocô. E como eu sou legal vou copiar e colar um pedacinho pra vocês!

 

                                           Identificação dos sinais de evacuação do bebê: 

                                           Essa é a parte mais delicada da HN porque os sinais de evacuação são                                              muitos e cada fase que o bebê vive traz consigo o seus sinais. Porém,                                                existem os sinais individuais e os universais também. A grande sacada é                                            que os pais não esperem sinais óbvios, tipo, cara feia pra cocô e cara de                                            surpresa pra xixi, longe disso, é preciso se ligar nas sutilezas dos                                                        comportamentos dos bebês.

                                            Sinais universais de cocô: bebê fica vermelho, solta gases, se                                                          espreme, faz força, som de pigarro, tem cólicas, se arqueia pra trás                                                    durante a mamada, faz biquinho.

                                            Sinais imperceptíveis de cocô: irritabilidade, ansiedade, choro                                                          excessivo, cólicas, agitação, insônia, nervosismo, bebê se arqueando ou                                            com espasmos abdominais, agressividade, gritinhos, concentração,                                                    teimosia." (PAZ, 2017, pg. 34).

 

Além disso, outra questão que os pediatras sequer comentam, é que todo lactente possui uma fase (até aproximadamente o 6º mês) que enfrenta uma disquesia, uma espécie de aprendizado para a evacuação (já falei sobre isso aqui: 

https://www.facebook.com/bebesemfralda/photos/a.975108549188394.1073741828.975081009191148/1553004964732080/?type=3&theater).

 

Essa disquesia nada mais é que o processo fisiológico que o bebê enfrenta e vem acompanhado de gemidos, choros, esforços, vermelhidão e ocorre entre 10 e 20 minutos anteriores às fezes. 

Não há razão alguma para medicar, não é cólica, não há sofrimento, são sinais sábios de um corpinho em pleno e perfeito funcionamento. Em verdade, essa disquesia refere-se ao processo digestivo mesmo, é quando as fezes estão sendo finalizadas e encaminhadas ao reto, um processo natural e muito importante para o amadurecimento intestinal. Os bebês são incapazes de controlar os esfíncteres e tampouco de coordenar a pressão abdominal que sentem ao mesmo tempo em que precisam relaxar o assoalho pélvico, é por isso que eles choram e as pessoas pensam que estão sentindo dor, cólicas, sofrendo, quando na verdade, estão a se comunicar e dizer: 

"-Ei gente, está rolando um movimento aqui e eu preciso de ajuda para resolver isso!"

É igual com a fome ou o sono, na fome o bebê sente necessidade de comer, mas não coordena reação com solução, chora, dá sinais de fome recebe o peito ou a mamadeira. No sono o bebê sente o corpo em desespero para descansar mas, não tem autonomia para resolver então chora, dá sinais de sono e o fazemos dormir. Porém, no caso da evacuação, o bebê chora, dá sinais de que precisa muito evacuar e nós simplesmente os ignoramos ou pior, os medicamos porque não fazemos ideia de que se trata de sinais naturais do corpo e que deveríamos atendê-los.

 

O choro na disquesia é uma tentativa instintiva e natural que o bebê tem de aumentar a própria pressão abdominal e assim conseguir eliminar as fezes. Porém, coitado do bebê moderno, ele está sendo impedido pela fralda (cada vez mais apertada porque os cuidadores têm medo de vazamentos), pela posição e pelo total desconhecimento de seus pais e cuidadores de que aquele corpinho clama por socorro e para ser posicionado. É aí que entra a higiene natural, atendendo essa demanda, da mesma forma que atentemos o sono e a fome porque aprendemos a identificá-la, atendemos ao cocô (e ao xixi - que falarei noutro post) porque aprendemos quais são os sinais que nossos filhos dão e aliviamos assim seu estresse nesse momento.

 

Ainda, o melhor disso, é que com a prática da HN, naturalmente o bebê consegue fazer todo o cocozinho de uma vez só e seu corpinho se torna um reloginho, evacuando todos os dias, uma a duas vezes ao dia, sempre nos mesmos turnos ou horários! É incrível. E não é condicionamento, nem é forçar, ao contrário, é atender respeitando a função biofisiológica do corpinho dos nossos filhos.

Enfim, há muito o que falar sobre o cocozinho e seus sinais, sobre as nossas atitudes diante da iminência do "número 2", farei isso aos poucos. Assim, para otimizar a postagem solicitei na página Bebê sem Fralda Brasil que me enviassem dúvidas sobre o cocô e vou respondê-las aqui para auxiliar a todos que estão começando a entender melhor a HN.

 

P: Percebo que meu bebê quer fazer cocô e tenho receio de mexer nele, como devo começar?

BBSF: O ideal para a fluidez da prática da HN é que captemos as evacuações matinais, ou seja, o bebê acorda e devemos imediatamente proporcionar uma evacuação correta, na posição certa e de forma segura. O posicionamento e a forma que os cuidadores se comportam, respiram e agem, fazem toda a diferença. A HN é uma prática que deve ser contínua e gradativa, embora possa ser parcial, por exemplo, praticada por um turno, deve ser constante. Assim, aos poucos o próprio bebê se esforça para sinalizar mais e consegue avisar sobre o cocô com antecedência. É preciso começar aos poucos, errando para acertar. Ajustando a energia do momento, se entregando com confiança.

 

P: Meu bebê tem sofrido pra fazer cocô, quando começa geralmente está sentado pra comer e aí nunca sei se tiro ele correndo da cadeira, se espero e levo depois... sei q a combinação fralda + sentado = coco sofrido, mas não sei o q fazer!

BBSF: Na própria pergunta está a resposta! Afinal, se a combinação Fralda + sentado é = cocô sofrido, comece auxiliando seu bebê a fazer cocô sem a fralda. Interrompa a alimentação, leve-o ao banheiro ou penico e auxilie seu filho a fazer cocô, deixando-o relaxado, tranquilo e confiante. Depois retornem à mesa.

 

P: Baby fez 4 meses. Agora fica uns dias sem fazer cocô e fico muito preocupada. Ela faz bastante pum mas nada de cocô. Como já está com 6 kg, não consigo ficar segurando ela muito tempo e por isso comprei um assento confortável para apoiar ela, mas fico preocupada de não estar na posição correta e por isso não faz cocô. Tem alguma relação? Obrigada.

BBSF: Tem sim, nessa fase tem que ser penico!!Fazendo adaptação lenta! Todo dia um pouquinho, preferencialmente ao acordar! cuidador sempre deve estar atrás, dando sustentação para a coluna, bebê deve se sentir seguro e relaxado... é preciso ter um ritual de tranquilidade para o bebê.

 

P: A minha BB de 45 dias não tem Hora pra fazer cocô e quando começa nem faz carinha só no final ela faz força...odeioooooo fraldas e não sei como agir nessa situação

BBSF: O bebê não tem hora pra fazer cocô por causa do uso de raldas, a partir do momento que você começar a praticar HN, o relógio biológico do bebê vai ajustando e você ai conhecendo o padrão de evacuação de sua filha. Sem praticar, o bebê seguirá sem horário e você seguirá sem saber como agir. Aproveite as dicas desse post.

 

P: Quando sei que ele acabou?? Bate sempre uma dúvida.

BBSF: Na maioria das vezes o próprio bebê sinaliza, resmungango ou mexendo muito as pernas ou se esticando. quando estamos atentos aos bebês, percebemos quando eles querem fazer o cocô e quando já acabaram... por isso a prática da HN proporciona o estreitamento do vínculo, pois tudo isso se faz através de comunicação, precisamos estar atentos. 

 

P: Boa tarde! Minha filha demora muuito pra fazer cocô geralmente, como eu faço pra conseguir fazer a HN ?

BBSF: É preciso começar! HN é uma prá-ti-ca. Somente pra-ti-can-do podemos nos integrar com o time do nosso bebê. Provavelmente o bebê demore, justamente por estar sendo impedido de continuar, com um tampão, ops, fralda.

 

P:  Como proceder quando o bebê faz cocô nas mamadas. Não achei um jeito bacana ainda para encaixar o pinico

BBSF: É preciso encontrar a melhor posição. Não há melhor sinal de cocô do que uma certa briguinha com o peito ou inquietude na mamada! Basta tirar a fraldinha e coletar esse cocô de alguma forma, encontre a sua!

 

 

P: Meu bebê depois de 2 meses de HN, ele regrediu 😓 se recusa. Está com 4 meses.

BBSF: Não acredito que seu bebê tenha regredido, acredito que você não tenha tido persistência num momento de recusa do penico por alguma razão com um pico de crescimento ou salto do desenvolvimento. Isso acontece em muitas fases da HN. Nós pais e cuidadores que devemos manter a constância do movimento, sem nunca esperar nenhuma atitude do bebê.  Por exemplo, se nosso bebê não mamar direito um dia, não desistimos de alimentá-los...com a HN é igual, então porque se há uma regressão, paramos de praticar?

 

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Enfim, não existe uma fórmula certa, uma regra, um tutorial...

Existe um saber genuíno que está em nós, mas precisamos despertar essa essência, ligando as anteninhas da percepção e, primeiro querendo, depois agindo para que enfim consigamos captar os cocôs de nossos bebês, garantindo assim um padrão de evacuação, limpeza, zerar assaduras, cólicas, constipações, fungos e muitos outros problemas decorrentes do uso de fraldas e do cocô em contato com a pele do bebê, como no caso de infecção urinária que em bebês fraldados é sempre reincidente, silenciosa e perigosa.

...

 

ATENÇÃO: EM CASO DE DESFRALDE E PROBLEMAS COM O COCÔ, quando, por exemplo, o bebê já desfraldou para o xixi, mas precisa da fralda pra fazer cocô > O PROCESSO É DIFERENTE E AS DICAS SÃO OUTRAS, FIQUEM LIGADOS QUE EM BREVE TEM POSTAGEM SOBRE ISSO, POR ENQUANTO LEIAM AS HASHTAGS #desfraldecomhn #desfraldeativo #desfraldeconsciente

 

Venham comigo conhecer e entender melhor a HN.

Comprem agora mesmo o livro que custa apenas R$22,44 e você estará ajudando uma mãe ativista que pesquisa, aplica e ensina o método por todo o país.

www.bebesemfraldabrasil.com/e-book

 

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#HN #EC #HNporfernandapaz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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