Como fazer Higiene Natural
- Bebê sem Fralda Brasil
- 4 de jan
- 4 min de leitura
"Quando engravidei, algumas amigas passaram a me contar relatos aterrorizantes, como Jatos de cocô de recém nascido bem na hora da troca
ou as acordadas de madrugada pra trocar todo o nenê e roupa de cama, tudo sujo de cocô. Cocôs que iam até a nuca dos bebês fofuxos. Desde a gestação também passei a pesquisar, não só sobre parto mas principalmente aquilo o que pudesse adiantar sobre bebês. E então que, num grupo do Facebook sobre fraldas de pano me aparece a maior benção da minha vida. Uma postagem sobre higiene natural. Bebê sem fralda. Bebê sem fralda?? Eu pensei: uau, se com fralda é toda essa melequeira, imagina sem? Como assim isso aqui!? Entrei no perfil e comecei a ver que os bebês não ficavam sem fralda, ao menos não o tempo todo RS... Mas eles ficavam sem cólica, sem assadura, sem constipação, um enxoval de benéficos! Precisei adquirir o livro da Fernanda Paz, pioneira do assunto sobre comunicação da eliminação no Brasil! E heroína desses nenês, diga-se de passagem. Lendo o seu livro, nossos ideias deram match. Tudo aquilo fazia sentido! Lido o livro de coração e alma, esperei pelos sinais quando o kiran nasceu. Tive essa oportunidade sem pressão por ter parido em casa. Estávamos lá naquele momento mágico, eu com meu pacotinho de amor embalado em meus braços, ele se confortando em meu calor, no leite que produzimos juntos... Até que percebi ele se incomodar. Alguma espremidinha, um chutinho.
E logo percebi que o pequeno estava incomodado. Estava tudo certo pra um bebê recém nascido... Então desenrolei ele do xale, posicionei no pote de paçoca que eu higienizei e decorei pra ele (hahah) e tchum! Mecônio no pote!! Uhul Eu não tive nenhuma dificuldade no começo, nenhuma. Uau, fiquei tão feliz de vê-lo relaxar novamente, que me deu mais segurança e firmeza para seguir com a prática. E eu percebi que é isso: nos estamos navegando o barco deles. Quando nos preparamos/estudamos, podemos ter dentro a certeza de que aquele incômodo é um xixi ou um coco. O que mais estaria errado com um bebê que está acolhido no colo e no calor da mãe!? Ainda junto ao pai. O leite é produzido para ele, porque faria mal!? Cólicas!? Mas percebia que quando estava na presença de alguém. Que julga e/ou crítica a prática, eu mesma não me sentia a vontade, e a evacuação não acontecia. Após perceber esse fato, na presença dessas energias eu me retirava com o pequeno para um canto onde só estaríamos nos dois e que ele estaria relaxado. Ou nem tentava, deixava fluir como fosse...
Ia me adaptando as realidades. No início usei muito o pote de paçoca rs, depois que ele concluiu dois meses passei a usar a pia do meu banheiro que estava sempre limpinha. O coco pra mim era fácil de reconhecer, caretas e ficava vermelhinho fazendo som de força... O xixi o que me ajudou muito foi que minha mãe
passou quase dois meses com a gente, lavando fraldinhas de pano. E decidimos usar a moda antiga, sem capa, por achar mais confortável pra ele. Resultado: todo xixi nos molhávamos. Eu podia dedicar 100% a ele e passei a perceber na sua forma de mamar a vontade do xixi. Mas a HN não precisa ser feita de forma rigorosa. Não precisa exatamente ficar atento aos sinais... Mas sim saber reconhecê-los e ao bebê demonstrar, saber as ferramentas que possa ajudá-lo, por exemplo a forma de posicionar; de maneira respeitosa com o momento/idade; diversas formas de oferecer, demonstrar; entre muuuitos outros!
Falo do respeito do momento/idade porque por aqui o meu filho completou 16 semanas de vida, e está no processo/progresso da (falsa) regressão dos 15 meses! E uau, acho que por aqui chegou antes dos 15 e confesso que achei que não passaria mais.
Cheguei a desistir da HN! Exceto o noturno/cochilos, que confesso que se tornou um tanto desgastante para mim nos últimos tempos (não nos cochilos pela manhã.. Mas o noturno) só que na verdade sempre que converso com mães, ao comentar que nunca precisei trocar fraldas de coco pela noite/madrugada e que ele dorme pela manhã sem fraldas e não faz xixi na cama, elas quase não acreditam! Que aliás só não deixo dormir sem fraldas a noite porque aqui onde moro é bastante frio e é mais difícil segurar, e também porque quando estou muito cansada/apagada, não me atento ou não tenho forças pra levantar e fazer o processo - até eu entender que enquanto eu não ajudá-lo ele vai continuar sugando e acordando de pouco em pouco tempo porque vai soltar um pouco do xixi e acordar de novo por não ter soltado tudo)
Claro que muitas vezes acorda mais vezes e não é xixi (nunca coco enquanto dorme por aqui!), Mas incômodo de dente nascendo, sono leve e algum barulho, etc. Por isso falo da importância de saber reconhecer e ter as ferramentas, e isso a Fernanda Paz fala muito com seu projeto bebê sem fralda! Durante o dia parei de oferecer e até de mostrar o penico! Tantas missões, funções, e aquela crise sem fim. Percebi que ele nunca queria parar de fazer o que estava fazendo para evacuar, mas que se agachava pra fazer. Antes de desistir eu oferecia pra tirar a fralda e ir pra algum lugar propício (banheiro, penico, mais pra dentro do mato), mas ele sempre se recusava e parava o processo. Então parei. E aí percebi que ele sozinho começou ir pra longe pra fazer cocô Ia pra longe, se agachava, ficava brincando com a natureza quietinho... Aí voltava reclamando por ter fralda suja! Ou se estivesse dentro de casa, ficava insistindo pra sair (demorei a entender que algumas vezes queria sair por isso!)
PS,moro em um sítio. Sair quero dizer ir pro ar livre. Sempre levei mais no mato do que no banheiro. Penico era sempre nas dormidas...
Achei tão lindo um dia ele brincando com a vizinha de dois aninhos, os dois saíram juntos e ela agachou, e aí já entendi e falei "tá fazendo cocô Baete!?" E só em ouvir kiran também agachou e rolou aquele cocô em conjunto rsss"
Natália Caminha, mãe do Kiran

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